24 de mai de 2009

Examinando os impostos de games.




Na página 18 da revista Exame n° 943 saiu uma nota sobre os abusivos e inacreditáveis impostos cobrados por essas bandas sobre nossos amados Video-games. O melhor de tudo é o nome da coluna: Só no Brasil:

“Se você é fanático por vídeo-games, esta é uma paulada. Para importar legalmente um aparelho de Playstation ou Wii, o imposto cobrado chega a 80% do valor do produto- além da alíquota de ICMS de cada estado. O curioso é que, quando os bingos eram liberados no Brasil, a taxa de importação de uma máquina caça-níquel era metade da de um vídeo-game. Com tanto imposto, mais de 90% dos aparelhos comercializados no Brasil são ilegais.

A Sony, dona da marca Playstation, não se interessa em importar oficialmente o aparelho no pais. A Nintendo tampouco. Por isso, muitos jogadores preferem comprar lá fora o que aqui custa mais que o triplo. Um Wii no Brasil vale R$ 1800,00. Nos Estados Unidos, 250 dólares.”

Imagem "Scaniada" da página

Isso sem contar na legenda abaixo: “ Wii: o dobro de imposto de caça-níquel”

Eu sempre disse que os impostos eram os principais culpados nos preços dos nossos consoles e jogos. Culpar a Latamel e/ou as lojas que revendem oficialmente é muito fácil, o difícil é saber o porquê praticam esse preço.

A resposta ficou óbvia, com impostos maiores que uma máquina de jogos de azar, os preços ficam exorbitantes no Brasil. Será que isso nunca será mudado?

Fica aqui minha indignação.


17 comentários:

  1. Nossa extremamente impactante esse post,o legal é abrir o jogo mesmo,tudo tem um motivo pra ser caro...o meu wii mesmo eu não tinha condições de compra-lo se meu amigo não tivesse me vendido,é uma vergonha os impostos do brasil.

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  2. Amigo e colega de blog,
    Fica aqui minha indignação também.
    Cara, lembro do meu DS que você trouxe pra mim e paguei 320 acho. Se fosse deixar para comprar aqui, 700, 840 reais até. DSi 1299 reais? Mais caro que um Wii em algumas lojas? Deixei de por a culpa em lojas, em importadoras que cumprem seu trabalho, as vezes são obrigadas a manterem valores tão altos. A culpa é nossa mesmo, que botamos esses filhos da puta (desculpem o palavrão, mas é um desabafo, minha gente) lá no governo para não colaborarem com porra nenhuma (vide observação sobre palavrões acima) para diminuirem essas taxas. Ao contrário, só fazem subir preços da comida, do pão, da gasolina, dos games. Não venham me falar que eles não podem fazer nada, podem sim. Mas o que eles fazem mesmo é FODER COM A GENTE (já sabe a observação ali, ne?)

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  3. É foda...

    Dá pra ficar revoltado mesmo. Mas será que a gente não pode fazer nada?

    Sei lá... Um movimento, um site, milhares de assinaturas...

    Tem muito deputado maroto que, ao ver a quantidade de gente envolvida pode se manifestar a favor. Afinal, quase todos nós temos título de eleitor, nosso cartão de crédito junto aos políticos.

    Já existe algo nesse sentido?

    Não sou especialista em Direito Tributário, mas topo dar uma estudada se for o caso. Isso e mais uns dados estatísticos de peso, muitas assinaturas, pressão das próprias lojas de games... Afinal, as maiores lojas do país vendem consoles. Se houvesse uma queda nos preços poderiam vender, sei lá, 10 vezes mais.

    O que acham? É plausível ou só um sonho?

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  4. Rídiculo? Talves... Primeiros precisamos entender:

    1) Para que serve estes impostos (bem detalhado)?
    2) Porque são cobrados?
    3) São utilizado para que fins?
    4) Quais critérios de cobranças?
    5) Os Video-games entram em qual categoria?

    Primeiro temos que entender MUITO BEM porque foi definido este sistema, para depois avaliar, criticar, e sugerir um mais próximo a realidade.

    Acredito que a idéia de impostos altos é para que o Brasil evite ao máximo importar (dar dinheiro a outro país), se for isso, o sistema atual resolve? Eu acho que não...

    VilicoBRA, eu apóio você, e digo que todos sonhos são plausíveis! Você consegue levantar mais informações de como funciona esta cobrança, e o motivo que ela foi implementada (e se funciona para o objetivo proposto)?

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  5. Otimoooo valeu mesmo meu amigo com isso meu projeto para diminuição de impostos vai a todo vapor, vou comprar essa revista quando ir falar com o deputado :-) abração Moacyr

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  6. Todos os movimentos sociais que já ocorreram tiveram um começo e uma mudança como conmsequencia...
    Então vamos começar?

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  7. Moacyr, compartilhe-nos este projeto =)

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  8. Eu acho difícil opinar nesse assunto... o Brasil tem tanto problema, tanta coisa por que lutar, que, apesar de concordar com a injustiça enorme que é a cobrança desse valor em impostos pros videogames, fica difícil pensar que não existem outras prioridades.

    Acho que um post muito sensato foi o da pessoa que disse que é importante verificarmos o motivo e a aplicação desses impostos (os específicos pro VG). A que montante eles se juntam? A partir do momento em que encontrarmos falhas no sistema (o que não é nem um pouco difícil), fica muito mais fácil organizar uma proposta de mudança. Mas precisamos ter algo concreto, antes de ouvirmos algo como "esses valores são dedicados à educação e à saúde do nosso país", já que este é um argumento teórico (enfatizo: teórico!!!) que quebra facilmente qualquer protesto.

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  9. sim, concordo, há motivos para se ter impostos, mas nesse caso, eh mto absurdo, não tem nem o que comentar sobre o caso, e é por isso e outros que acaba levando à pirataria, altos impostos fazem com que a maioria das pessoas optem por comprar produtos "genéricos"

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. O LightShade e LuizGust tocaram em um ponto interessante. Todo imposto tem um motivo, não pense que os consoles extrangeiros recebem imposto só para dar dinheiro aos políticos. O Brasil é um país que age de forma protecionista simplesmente para ajudar as empresas nacionais. como administrador, sei os problemas que as fabricantes daqui teriam se baixassem os impostos para as gringas. Em uma questão de concorrência pura, não temos condições de oferecer produtos tecnológicos com preço tão baixo quanto eles. O governo procura olhar pelo lado da saúde das empresas. Se uma Nintendo resolver criar uma fábrica no Brasil, vai ser muito melhor para nós do que se somente dermos dinheiro para os países que exportam.
    Pense nisso, se não houvesse impostos na importação de carros, não existiria nenhuma automotiva no Brasil, GM, Fiat, Mercedez, Honda, todas não achariam necessário criar uma fábrica aqui, pois sairia mais barato exportar. Assim, teriamos menos empregos, menos tecnologia e menos dinheiro por causa das importações.

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  12. Não temos mercado de games no Brasil.
    Não considero MAster e Mega como consoles.

    Seria a mesma coisa se todos andassem de carroças e não pudessem ter um carro popular, por exemplo.

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  13. O Danilo tocou num ponto válido, em que ninguém tinha pensado, que é o da concorrência.

    Mas vou ter que concordar parcialmente com o Daniel no ponto em que não dá pra comparar o mercado de vg com o de carros populares, a demanda pelos carros é que obrigou as empresas a instalarem fábricas no Brasil. Não temos essa mesma demanda por videogames, e as empresas, provavelmente depois de análises de viabilidade de investimentos, acabam podendo "se dar ao luxo" de não virem ao Brasil, e por isso, como não temos consoles brasileiros, essa idéia de concorrência perde um pouco o sentido.

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  14. Fica minha indignação com as duas noticias na pagina 18

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  15. Ah, pessoal! Liberem as informações aí. Começar a pesquisar do zero é perda de tempo se alguém já faz algo nesse sentido...

    Ninguém conhece nenhum movimento à favor da queda de impostos dos games!?

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  16. Eu ainda vejo um problema muito complicado de ser sanado, que envolve a própria cultura do brasileiro de forma geral. Representamos uma minoria que compreende toda a estrutura de um mercado como a de games, vitimada aqui no Brasil pela pirataria que segue de vento em polpa, e o governos que pouco se lixam para este tipo de problema.
    Moramos no páis que é tido como o paraíso da impunidade, crimes ediondo são perdoados divinamente, que dirá cuidar e analisar de forma prática questões que para o interesse do governo não há nenhuma importância.
    Temos mais de 500 deputados federais. Se tivermos 5 que ao menos conheça 10% do assunto de video-games ou cultura fora do formato filme/cinema/livro, eu mudo meu nome para Vandercleia.

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