26 de jan de 2008

NES no Brasil - parte 1

Vou postar aqui um pouco da minha experiencia com o NES. Em 1989 algo interessante acontecia em terras brasilis... Depois de um longo inverno, o mercado nacional abria os olhos para o filão dos Videogames. E da mesma forma que ocorreu com a plataforma Atari, o NES aterrissou no Brasil, pronto para competir com o seu maior rival, o Master System, da TecToy.

Centenas de empresas começaram a trabalhar arduamente para ganhar o seu nesse promissor mercado. Dentre elas, a Dismac, famosa por suas calculadoras, resolveu lançar o Bit System.

Para não falar que ele era um clone perfeito do NES americano, a Dismac resolveu dar uma "chanfrada" na parte dianteira do console. Fora isso, ele era uma cópia em carrara do pai.




Eu tinha acabado de entrar no SENAI, e ele foi a minha segunda compra da minha vida de trabalhador. Graças as Casas Bahia, que me parcelou em 6 vezes sem juros, eu fui feliz até a casa de meu amigo me exibir (só para que ele ganhasse um console novinho mais o jogo Super Contra no dia seguinte).

Ele vinha com dois controles (sendo que o do segundo jogador não tinha o botão Start, assim sendo, nada de descanso para o desafiantes) mais o jogo Super Mario Bros. Vinha tambem com cabos diversos e a famosa caixinha TV / VideoGame, que ficava atras da TV e que o jogador tinha que mudar a posição da chavinha sempre que fosse jogar.

Foi a minha alegria (e a tristeza da minha TV de 14" preto e branco da Philco). Até hoje eu lembro do odor de produto novo ao abrir a caixa (por sorte, na empresa aonde eu trabalho os equipamentos possuem o mesmo odor, então volta e meia alguém me encontra cheirando programadores de marcapassos).

Mas não existia só o Bit System no mercado, logo surgiu um pequeno problema. Algumas empresas resolveram seguir o padrão americano do NES, mas outras preferiram lançar a versão Famicom. E os cartuchos de ambos possuiam pinagens diferentes (72 pinos do NES e 60 pinos do Famicom). Para resolver esse inconveniente, foram lançados adaptadores que possibilitavam jogar os jogos japoneses em consoles americanos e vice-versa. No meu caso, eu tive que comprar um adaptador como o abaixo. Ele vinha com uma fita violeta, que ficava para o lado de fora para se puxar para fora do console (não se esqueça que o jogo ficava dentro do console). Claro que a fita não durou muito, então volta e meia um bando de moleques tentavam pescar o adaptador de dentro do console com o auxilio de garfos e espetos.

Tambem nessa época foi lançado a primeira publicação dedicada aos videogames. Se chamava (quanta criatividade) Videogames e até hoje eu acho a melhor revista no qual eu pus as mãos. Ela se dedicava as plataformas NES, Master System e Mega Drive.

Próxima vez irei falar um pouco dos jogos e outras curiosidades

Abraços e paz

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